PF indicia Renan Calheiros, Eduardo Braga e Romero Jucá por corrupção passiva

Montagem: Reprodução | Flickr Agência Senado, Eduardo Braga e MDB Nacional

Senadores e ex-senador acusados de favorecer e receber propina de uma indústria farmacêutica

 

Polícia Federal indiciou nesta sexta-feira (20) por corrupção os senadores Renan Calheiros (MDB – AL) e Eduardo Braga (MDB – AM), além do ex-senador Romero Jucá. Eles são acusados de favorecer e receber propina de uma indústria farmacêutica.

Após seis anos de tramitação, o relatório final do inquérito foi enviado pela PF ao Supremo Tribunal Federal, que encaminhou o material à Procuradoria-Geral da República. Agora, a equipe do PGR, Paulo Gonet, analisa o material para decidir se apresenta denúncia contra os senadores.

O inquérito indica que a Hypermarcas, que hoje se chama Hypera Farmapagou cerca de R$ 20 milhões aos senadores para favorecer a empresa em um projeto de lei que tramitou no Senado em 2014 e 2015 sobre incentivos fiscais para empresas.

A PF ainda aponta que Renan Calheiros indicou um nome para a diretoria da Anvisa com o objetivo de auxiliar nos interesses do grupo empresarial dentro da agência.

Eduardo Braga, Renan Calheiros, e Romero Jucá, todos do MDB, foram indiciados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Por serem senadores, Calheiros e Braga têm foro privilegiado. Por isso, o indiciamento e a eventual denúncia seguirão tramitando no STF.

Como não tem mais mandato, as investigações sobre Jucá devem ser enviadas à Justiça Federal no Distrito Federal (primeira instância).

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