Ataque israelense em escola mata 28 palestinos na Faixa de Gaza; crianças estão entre as vítimas

Israel mostra quadro-negro com escritos árabes exaltando o ataque do Hamas a Israel

 

Nesta quinta-feira, 17 de outubro, um ataque israelense matou pelo menos 28 palestinos, incluindo crianças, numa escola situada em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, que no momento serve de ponto de abrigo para pessoas deslocadas. As informações são do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. O diretor médico do hospital, Medhat Abbas, disse em entrevista a agências de notícias internacionais que dezenas de pessoas também ficaram feridas no ataque, afirmando, em tom de pesar, que “não há água para apagar o fogo. Não há nada.”

 

Do outro lado, as Forças de Defesa de Israel confirmaram o ataque à escola através de um comunicado oficial, mas alegando terem encontrado um arsenal de armas dentro do local: “os soldados descobriram dezenas de armas, explosivos, munição, tijolos explosivos e morteiros em uma escola localizada em uma área civil. Além disso, em uma das salas de aula foi encontrado um quadro-negro usado pelos terroristas, com declarações em árabe elogiando o massacre do dia 7 de outubro”.

 

Já o Hamas declarou que não usou a escola que foi alvo do ataque israelense com a finalidade de combate. Enquanto isso, moradores da região estão revoltados: eles dizem que as forças israelenses estão bombardeando casas e colocando bombas em prédios antes de explodi-los remotamente, e que, efetivamente, isolaram Beit Hanoun, Jabalia e Beit Lahiya, no extremo norte do enclave, bloqueando a saída das pessoas, exceto para as famílias com permissão para obedecer às ordens de evacuação e deixar as três cidades.

 

“Escrevemos nossas condolências de falecimento e não vamos deixar Jabalia. A ocupação está nos punindo por não termos saído de nossas casas nos primeiros dias da guerra, e nós também não vamos sair agora. Eles estão explodindo casas e estradas e nos matando de fome, mas morremos uma vez e não perdemos nosso orgulho”, disse um homem, pai de quatro filhos, mas que não quis se identificar por medo de represálias, através de mensagem em um aplicativo de bate-papo.

 

Gaza segue sendo alvo de ataques desde o início da semana

 

Desde a última terça-feira, 15 de outubro, Israel intensificou os ataques em várias regiões da Faixa de Gaza, ocasionando na morte de mais de 50 pessoas, segundo o governo local, controlado pelo Hamas. Uma casa foi atingida por um míssil, matando dez integrantes da mesma família na cidade de Beni Suhaila, de acordo com informações do Hospital Nasser, em Khan Younis, para onde as vítimas foram levadas.

Na cidade vizinha de Fakhari, outro ataque aéreo atingiu também uma casa, resultando na morte de cinco pessoas, incluindo três crianças e uma mulher, de acordo com o Hospital Europeu, para onde as vítimas foram transportadas. Outras 17 pessoas foram mortas em um combate por terra perto de Al-Falouja, na cidade de Jabalia, o maior dos oito campos de refugiados históricos de Gaza. Já em um ataque aéreo no subúrbio de Sabra, na Cidade de Gaza, 14 pessoas estavam em três casas que foram atingidas pelo bombardeio.

No entanto, embora as agências internacionais afirmem que as Forças Armadas de Israel estejam mais focadas nas incursões aéreas e terrestres no Líbano para atuar contra o Hezbollah, os bombardeios continuam na Faixa de Gaza, local que Israel vem atacando há mais de um ano e causando muitas mortes.

Foto: Forças de Defesa de Israel/ Divulgação

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