Hebzollah ataca Haifa e causa a fuga de centenas de pessoas

Prédio atingido pelo ataque do Hezbollah / AFP

Grupo terrorista disparou mais de 100 foguetes contra áreas residenciais em Haifa, uma das principais cidades do norte do país

Os ataques do Hebzollah realizados, entre a noite de sábado (21) e a manhã de domingo (22), em Israel, causaram a fuga de centenas de pessoas da região. O grupo terrorista libanês, que é apoiado pelo Irã, lançou foguetes contra o subúrbio de Haifa, uma das principais cidades do norte. O ataque atingiu um prédio, que ficou em chamas; outra edificação ficou cheia de estilhaços e veículos ficaram carbonizados, segundo autoridades militares israelenses.
Uma funcionária da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para um cenário de “catástrofe iminente” na região. Em comunicado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou: “Israel não tolerará ataques contra seus habitantes e cidades”.
Há quase um ano, a Faixa de Gaza é palco de um conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Nesta semana, a frente do conflito foi deslocada para a fronteira com o Líbano, provocando a intensificação do confronto militar na região. Na manhã deste domingo, o exército israelense anunciou novos bombardeios contra alvos do Hebzollah no sul do Líbano. O grupo terrorista disparou mais de 100 foguetes contra áreas residenciais em Haifa.
“Durante a noite e nas primeiras horas da manhã, cerca de 150 foguetes, mísseis de cruzeiro e drones foram disparados contra o território israelense, a maioria em direção ao norte”, disse o exército de Israel em seu comunicado, complementado que houve “um baixo número de impactos.”
Segundo informações do serviço de resgate israelense, pelo menos quatro pessoas foram atingidas por estilhaços”, três delas perto de Haifa. Já o ministério da saúde do Líbano comunicou que, neste domingo, três pessoas teriam morrido em “ataques israelenses” nas proximidades da fronteira.
Os ataques do grupo libanês teriam sido uma resposta às explosões mortais dos pagers, usados pelos integrantes para comunicação, na última terça-feira (17). As ações israelenses deixaram 39 mortos e 2.931 feridos nos redutos do Hebzollah, de acordo com autoridades libanesas.
Na sexta-feira (20), a força de elite da milícia havia sido bombardeada pelas forças israelenses. A ação aconteceu no subúrbio de Beirute e matou 16 dos seus integrantes, incluindo Ibrahim Aqil, chefe do grupo, somando 45 mortos.
A intensificação do conflito na fronteira entre Israel fez o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, cancelar a sua participação na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Mikati chegou a pedir “o fim dos terríveis massacres israelenses”.
No Iraque, grupos armados pró-Irã reivindicaram a autoria pelos disparos de drones contra Israel, que afirmou ter interceptado vários desses equipamentos.
Com o fracasso das negociações em Gaza, o governo israelense anunciou, na terça-feira, a inclusão da fronteira com o Líbano em seus objetivos de guerra. Com a medida, Israel tenta viabilizar o retorno da população deslocada pela violência
Diante do cenário cada vez mais incendiário, a coordenadora especial das Nações Unidas para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, alertou: “Embora a região esteja à beira de uma catástrofe iminente, não nos cansaremos de dizer: NÃO existe solução militar que proporcione mais segurança a qualquer uma das partes,” conforme reproduziu O Globo.
“Pressão crescente”
Até a tarde de segunda-feira, todas as escolas no norte de Israel, algumas a 80 quilômetros da fronteira com o Líbano, ficarão fechadas, por determinação da Defesa Civil.

 Patricia Lima

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